O percurso do labirinto, aqui posto por extenso e percorrido pelo furacão-espírito do narrador, remete-nos, de imediato, para o som no tempo: escrita fragmentada em que o perene se cruza com o quotidiano numa constante tendência para a reflexão metafísica.
Sem perder a frescura e a vivacidade dramática do suporte literário, numa estética concisa e precisa, como nas mais inesperadas construções narrativas, estes textos breves insultam na língua portuguesa renovado poder de comunicação.