Apesar da sua breve existência,
Amadeo de Souza-Cardoso
(1887-1918) é a referência
suprema da pintura do início do
século XX em Portugal. Melhor
dizendo, da modernidade da
pintura do século XX em
Portugal. A ele se deve, com
efeito, a maior rotura operada em
toda a história das artes plásticas
nacionais. Trouxe a modernidade
para Portugal com a naturalidade
de quem vinha de Paris, a cidade
que escolheu não para aprender
com os verdadeiros grandes
mestres mas para apreender o
que de mais extraordinário
estava a acontecer no mundo das
artes.