Manuela de Azevedo é a mais antiga entre as associadas
da Casa da Imprensa (foi admitida em 30 de
Agosto de 1957). Hoje, com 100 anos, foi jornalista
durante 70. O seu interesse pelo jornalismo despertou
com o jornal O Século, onde o seu pai era correspondente.
Mais tarde lança um livro de poemas
intitulado Claridade, com prefácio de Aquilino Ribeiro,
e entra depois para o mundo do jornalismo, no Jornal
República. Esteve vários anos no Diário de Lisboa,
onde rubricou dezenas de reportagens, e terminou
a sua carreira profissional no Diário de Notícias,
destacando-se na reportagem e na crítica teatral.
Para além do trabalho como jornalista, Manuela de
Azevedo escreveu e publicou dezenas de livros, de
poesia, contos, novelas, ensaios, biografias, crónicas,
romance e peças de teatro.
Tem largos contactos internacionais, traduções de
contos e poemas em alemão e vasta correspondência
cultural na imprensa austríaca e brasileira. Fundou
e preside à Associação para a Reconstrução e Instalação
da Casa-Memória de Camões em Constância.(...)