Em 2003 a guerra do Iraque tinha atingido o ponto máximo e as tropas de coligação finalmente entraram no território. Entre elas, uma jornalista australiana destacada para cobrir a guerra para o Times irlandês relata pormenorizadamente o medo e a violência que assolavam o país. Numa das suas visitas de campo, Lynne O’ Donnel conhece um médico iraquiano, a sua mulher Pauline (pseudónimo) e Margaret, a amiga desta, as duas de nacionalidade britânica há trinta anos a residirem em Mossul. Conheceram os seus maridos em Inglaterra e mudaram-se em 1970 para o Iraque, onde assistiram à guerra com o Irão, à invasão do Kuwait e ao embargo internacional. Recordam os primeiros tempos com saudade onde se vivia alguma liberdade antes de Saddam Hussein impôr regras e hábitos rígidos como a obrigatoriedade do uso do véu, a proibição de se banharem no rio, de dançarem, o racionamento da comida, a discriminação ocidental e o clima constante de guerra. Um testemunho extraordinário e emotivo da vida no Iraque a partir do olhar ocidental.