Tu e eu: como partilhámos em simultâneo as grandes experiências das nossas vidas em contemporâneo? Valeu a pena vivê-las, sofrê-las, gozá-las? O que de mim, de ti, ficou nisso? E como isso nos perturbou? É um caso só teu, só meu, o tempo que vivemos conjuntamente? Ou pode interessar a terceiros, a quem já vive outros tempos, se move noutras coordenadas? No que pode importar ao presente ou aos vindouros o passado que não viveram? Lembranças de avozinho? Ou integração no viver quotidiano da experiência colectiva?
A nossa vida, a vida de cada um, por mais comezinha, está tão envolvida na história, que nós podemos ser inconscientes dela, mas ela agarra-nos e marca-nos profundamente a existência. O que aqui vos conto são estórias da história de tempos recentes.