Neste livro, as palavras começam por dar corpo à escuridão, olham o silêncio de frente para o desenhar, assumem a desarrumação e o ruído para depois se reagruparem ao ritmo da respiração. A faísca ilumina, então, caminhos que não pousam o chão e as palavras conduzem o leitor por lugares de transparência, ar e liberdade.
O caminho destes poemas regressa, por fim, ao chão, para o pisar como mãe, para ver através do olhar e se multiplicar em teias finíssimas de todas as cores.