Encontro sempre o mar ele em mim espuma, no corpo de sal e névoa, um brando bramir de bruma. De andamentos simbólicos se faz este mar, revestido de sentidos fortes, densos, mas sempre comprometidos com a palavra poética, "As palavras queimam-me pelo avesso da pele, sei que é delas o tempo que me resta". De cariz metafórico, o título convoca-nos para a beleza, agitação e desafios da vida, sustentada pelo deslumbramento, mas também pelo absurdo projetado, entre outras, na figura mitológica de Sísifo. "Maria Isabel Fidalgo*Dentro de mim, esse território de búzios e limos a fecundar a saudade, leito de sal, onde me deito e refaço, onde deslaço as lágrimas.