«A chamada crise da Justiça está no centro das preocupações de políticos, comentadores, jornalistas, magistrados e advogados. Todos reconhecem em Portugal, no início do segundo milénio, que o sistema de Justiça está muito longe de corresponder às necessidades que dele esperam os cidadãos. Porventura ainda mais grave, está a cair em farrapos o mito de uma Justiça justa, isto é, uma Justiça confiada a homens superiores, independentes e imparciais que, imunes à decadência da política e da moral, constituíram o esteio da afirmação do Estado, quer garantindo a todos os cidadãos o respeito pelos seus direitos, quer reprimindo os prevaricadores da ordem jurídica estabelecida.»