Margaret nasceu em Nashville, Tennessee, mas viveu em muitos sítios, começando as suas viagens
aos quatro anos de idade, quando o pai se juntou aos serviços diplomáticos
dos EUA e foi nomeado para um consulado em Taiwan. A sua família
viajou num navio de carga chamado Telemachus (Telémaco), tal como
o filho de Ulisses, que levou trinta dias para chegar a Taiwan, onde
permaneceram dois anos. E depois viveram em Telavive (logo após a
guerra de 1948, quando já estava relativamente calmo), Bona e Berlim
(durante os dias de espionagem e Guerra Fria), antes de regressaram a
Washington DC, na altura da mania do Elvis, onde Margaret frequentou
a escola secundária. O primeiro texto publicado de Margaret, aos treze
anos, foi uma carta à revista TIME, defendendo o Elvis dos seus
detractores.
Mas foi em Israel que Margaret, uma ávida leitora, começou a escrever
romances para se entreter quando ficou sem livros para ler. Curiosamente,
o assunto de que tratavam não era sobre o que a rodeava no Médio
Oriente, mas sobre o Oeste Americano, onde nunca tinha posto os pés.
(Agora que vive no meio do Oeste Americano, escreve sobre o Médio
Oriente!). Seguindo a observação de Emily Dickinson, "Não há nenhuma
fragata como um livro", usou-a para ir até aos lugares mais longínquos.
Agora adicionou uma outra dimensão a essa viagem, ao especializar-se
em visitar tempos muito remotos.
Foi também em Israel que Margaret começou a criar cágados, uma paixão
que ainda hoje mantém. Tinha uma grande afinidade pela natureza e isso
levou-a a tirar os cursos de literatura inglesa e biologia, na Universidade
de Tufts. Hoje tem uma participação activa em grupos de defesa ambiental
e animal. Ter combinado os seus interesses levou-a à posição de escritora
de ciências, no Instituto Nacional do Cancro em Bethesda durante quatro
anos. O seu casamento significou mudar-se primeiro para St. Louis e,
depois, para Upsala, na Suécia, e a seguir para o Wisconsin, onde ela e
o seu marido viveram durante mais de vinte anos. Têm uma filha já
adulta a viver na Califórnia e que pertence a um departamento de
investigação de uma Universidade.
Entretanto Margaret continuou a escrever. Foi em St. Louis que teve a ideia de escrever uma
"biografia psicótica" de Henrique VIII. Nunca vira nada assim, mas convenceu-se de que o rei fora
vítima de más relações públicas e que devia salvar o seu bom nome. Os seus antecedentes em ciência
significavam que apenas após ter investigado minuciosamente a bibliografia e os estudos sobre
Henrique VIII é que embarcaria no romance propriamente dito. Procurou um historiador dos Tudor,
na Universidade de Washington, para que ele lhe orientasse bibliografia, e começou daí.
Passaram catorze anos desde a sua ideia inicial e a publicação da Autobiografia de Henrique VIII.
O livro teve impacto por várias razões: primeiro, porque ninguém tinha antes escrito um romance
sensível ao rei; segundo, porque abrangia toda a sua vida, desde antes do seu nascimento até depois
da sua morte, fazendo-o ter quase mil páginas; e terceiro, por ser tão cheio de factos.
Seguindo-se a Henrique VIII (1986), escreveu Maria, Rainha da Escócia e das Ilhas (1992) e As
Memórias de Cleópatra (1997). E agora foi publicado A Paixão de Maria Madalena. As Memórias
de Cleópatra foram transformadas numa minisérie pela ABC em 1999, com Timothy Dalton e Billy
Zane.(...)