Durante séculos, escrever foi para elas um acto de rebelião e publicar, quase sempre, um exercício de dissimulação. Para fazerem ouvir a sua voz, muitas tiveram de se esconder por trás de um pseudónimo masculino, de um anonimato calculado ou de um marido de conveniência.
Rachilde, Isabelle Eberhardt, Radclyffe Hall, Alice Sheldon: Catherine Sauvat reconstitui, com erudição e paixão, os destinos complexos e singulares de mulheres que foram, simultaneamente, actrizes e testemunhas do seu tempo. Histórias de coragem e de astúcia, mas também da longa conquista do direito a assinar com o próprio nome.