As páginas que se seguem acolheram as memórias que descrevem o que foi aprender a viver a Açorianidade, a saga de quem se afoita a fazer a sua esta terra tão singular.
Era tempo de amar a terra que nos acolhera, aprender a construir um mundo cá dentro, tão nosso, tão ilhéu, que a dor da saudade mara quando a distância à ilha se faz presente. Só imbuídos da insularidade nos amarramos a este mar, a este chão… Só a insularidade nos permite viver em harmonia dentro deste mar imenso ou saudosamente suspirando pela ilha que nos cativou.
Não cabe no livro o que aprendi para me sentir prisioneira desta ilha que, paulatinamente, me seduziu e se deixou cativar, fazendo-se presença do meu espaço. À medida que o tempo passa, aprendo a perceber na pele de que lado o vento se anuncia. E este olhar que se finca ao aqui alargar-se quando vou para fora e continuo a restar cá dentro, prisioneira das cores, dos cheiros, do mar, do céu e, assim, me fiz ilha!