Não há forma de esquecer o passado. Nada pode limpar a toalha das nossas vidas, o diário de bordo da embarcação de cada um dos seres vivos. Só o palco, este pedaço de mundo onde decorrem todas as cenas e as figuras se movimentam aleatoriamente, vai sobrevivendo de forma que julgamos perpétua.
Anoitece em Rio Mau, o Douro recolheu-se mais no leito e serenamente prepara-se para adormecer. Dorme, rio dos meus sonhos, que eu, mesmo sendo pequenino, velarei por ti.