Em Dom João, Molière retoma a célebre figura do aventureiro cínico, que não temia Deus nem os homens, que desafiava o Céu e o destino e não respeitava, sequer, a morte: convidou para jantar a figura daquele que assassinara.
Mas o retrato que daí resulta, se não perde a face de aventureiro galante, ganha em profundidade psicológica, aparecendo-nos como um monstro de orgulho que põe a sua glória em espezinhar quantos cruzam o seu caminho.