"… Mais um dia de banho, o pior de todos até aqui. Consegui com grande dificuldade lavar-lhe o cabelo, Mãe batia com as mãos na água do lavatório e molhava tudo, Mãe recusou-se a entrar na banheira, agredia-se a ela e a mim, vociferou, puxou os cabelos, cuspiu para o chão, a querer sair nua da casa de banho, a gritar e a praguejar, depois cansada, só chorava... Assisti ali, naquele momento à doença a manifestar-se de uma forma violenta e cruel. Essa doença peculiar como lhe chamou Louis Alzheimer.»