Diz-se Assim, Não Assim é mais do que um dicionário: é um mergulho na língua viva de Angola, onde cada palavra é uma invenção, cada expressão uma história, cada desvio uma revelação.
Pedro Pereira recolhe, com humor e rigor, o português solto das ruas de Luanda — esse idioma que se mistura com línguas locais, com o inglês, com memórias do Brasil e até com ecos do russo — e devolve-o como espelho da criatividade popular.
Aqui não há erros nem absurdos: há invenção, há recauchutagem, há poesia escondida no quotidiano. Termos como espera cunhado, tio me larga, roboteiro ou lagoeiro revelam a graça e a inteligência de um povo que reinventa a língua todos os dias.
Este livro é um convite a brincar na lagoa da língua, a refletir sobre o português que nos une e nos diferencia, e a descobrir que, afinal, a língua é também um lugar de júbilo.