Desde muito cedo que me apaixonei pela escrita, quando ia contando ao papel situações que me aconteciam. Como naquela vez que vi uma nave espacial e jurei um dia ir ao espaço - claro que observei melhor e afinal era um balão meteorológico. Ou das vezes em que eu contava as minhas piadas na escola e fazia os miúdos espirrarem leite pelo nariz, tornando-se tão popular que passou a haver um concurso de quem conseguia deitar mais leite pelo nariz abaixo.
Na minha juventude fiz uma incursão pela poesia e passei a apostar mais na minha carreira de Astronauta. Mais tarde fui para o humor e licenciei-me em economia, que foi a maior piada da minha vida. Comecei a escrever pequenos contos nas aulas de matemática, que no entanto não tinham a mesma graça na hora de repetir as cadeiras. Quando acabei o curso, pude dedicar-me a tudo menos à economia, mas quando tenho tempo leio e escrevo, sobre tudo e sobre nada. E foi assim que construí esta obra, que espero vir a dar-me o prémio nobel, para poder construir uma nave espacial na garagem.
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