Despesas de Representação percorre cinquenta anos de criação artística e de gestão cultural de Ricardo Pais. em vez de um estendal diacrónico de documentos, organizam-se os ditos e escritos do encenador em função da natureza e do propósito que se lhes conhece.
O âmbito é vasto: exercícios de hermenêutica dramatúrgica, intervenções públicas, documentos inéditos de trabalho sobre as ideias para um novo teatro nacional, textos sobre artistas, espectáculos e temporadas, entrevistas biográficas ou de carácter político, conversas acerca das criações mais marcantes do seu percurso.
Um livro que condensa um pensamento sem par no teatro português — original e disruptivo, obsidiante e desassombrado, ocasionalmente elíptico ou enigmático — e que compõe um fresco de meio século da arte teatral no nosso país.