Erguem-se os cedros num silêncio
Que emudece o sobressalto
A contenda a aflição
Desfigura-se o rosto de quem
Entende que a geografia
Deste tempo não se altera.
Mas nem a ave canta
Nem a andorinha regressa ao pouso estabelecido.
E o véu dos dias não se ergue
Para desvelar os rostos da esperança.
Para onde caminhar
Onde reconstruir a casa desmoronada
Onde reencontrar a configuração perdida
Onde o laço que restabelece a segurança
Onde o olhar que vê para além deste limite?
Tanta palavra exausta
Que não consegue alcançar o nosso ouvido.