Estamos perante uma poesia que, se não procura a filosofia, supõe pelo menos a existência dum pensamento filosófico. Tal pensamento revela-se através da ideia que o homem e o mundo constituem, uma unidade indivisível, ou, se quisermos, invisível. Esta ideia, que constitui o cerno do interesse deste livro, encontra como suporte da sua afirmação a equiparação que é feita entre a natureza e o corpo, através de analogias que tanto têm um estatuto comparativo como metafísico.