O dramático contexto
político em que nasceu
valeu-lhe o cognome de
o Desejado, uma vez
que, antes mesmo de vir
ao mundo, representava
já a última esperança de
quantos temiam ver
Portugal governado, a
breve prazo, por um rei
castelhano.
D. Sebastião foi o décimo sexto monarca
português e o sétimo e penúltimo da
dinastia de Avis. Nasceu em Lisboa, a 20
de Janeiro de 1554, poucos dias depois da
prematura morte de seu pai, o príncipe D.
João, último sobrevivente dos nove filhos
de D. João III e de D. Catarina de Áustria.
Ainda não completara quatro meses de
vida, quando sua mãe, D. Joana de
Áustria, chamada à regência de Castela,
de onde era natural, se viu obrigada a
deixá-lo ao cuidado dos avós paternos.
Aclamado rei aos 3 anos de idade, após a
morte de D. João III, D. Sebastião só viria
a governar efectivamente a partir dos 14
anos. Até lá, a regência do reino foi
assegurada, primeiro, pela sua avó, a
rainha viúva D. Catarina, e mais tarde pelo
seu tio-avô, o cardeal D. Henrique, avesso
a uma sujeição aos ditames de Filipe II de
Espanha. O seu reinado cessou
brutalmente a 4 de Agosto de 1578 com a
Batalha de Alcácer Quibir.