Um rei que a morte
transformou num
herói romântico
quase paradigmático,
a que não faltou a
entrega do seu
coração à Cidade
Invicta.
D. Pedro de Alcântara, quarto filho de
D. João VI e de D. Carlota Joaquina de
Bourbon, nasceu em 12 de Outubro de
1798, no palácio de Queluz, aonde voltaria
35 anos mais tarde, agora para morrer,
após a vitória na guerra civil que o opusera
a seu irmão D. Miguel.
Quando embarcou para o Brasil,
acompanhando a comitiva régia, Pedro não
guardava boas recordações da sua
meninice. Envolvido pela liberdade
comportamental fluminense a partir dos
10 anos, deixou-se ir contaminando por
tudo o que a sua natureza exuberante,
rica e apaixonada lhe pudesse
proporcionar. A partir de 1822, com o
«Fico», tornou-se brasileiro, encabeçando
o movimento da independência e
liderando a construção e unificação de um
dos grandes impérios contemporâneos,
cuja arquitectura institucional ajudou a
definir. Devem-se à sua iniciativa a
inspiração de duas constituições: a
brasileira de 1824 e a portuguesa, de
1826.