Nasceu princesa da Beira, a 17 de Dezembro de 1734, mas ficou para
a História como D. Maria I, a Rainha Louca. Na sua conturbada vida,
viveu o horror da destruição do terrível terramoto que abalou a capital
em 1755, viu o seu pai, D. José I, sofrer um atentado, assistiu à
execução de alguns nobres que foram acusados de conspiração,
sofreu atormentada a pressão e a crueldade do marquês de Pombal,
homem de confiança de seu pai, mas teve forças para o confrontar e
afastar do poder. Em pouco mais de dois anos, viu morrer o seu
querido marido, D. Pedro III, o filho primogénito e herdeiro da coroa, a
sua filha e o genro espanhol, e o seu confessor Frei Inácio de São
Caetano. Estes acontecimentos, aliados aos tempos conturbados que
se viviam na Europa, graças à Revolução Francesa, marcaram de
forma dramática a vida de D. Maria I e foram-lhe roubando a paz de
espírito e a sanidade mental. Em 1792, considerada incapaz de
governar por sofrer de doença mental, vê-se afastada do poder, dando
lugar ao seu filho, D. João VI. Com ele embarca para o Brasil sob a
ameaça das invasões francesas. É em terras de Vera Cruz que morre,
em 1816.