A Ciência tornou-se parte da esfera cultural, possibilitando o contacto frequente com objectos, experimentos, imagens e instrumentos científicos, em contextos muito variados - laboratórios, oficinas, ateliers, centros de ciência, museus, escolas, exposições, instalações de arte, e levando ao surgimento, não apenas de profissões especializadas, mas de disposições mentais, de gestos e de linguagens partilhadas que dão sentido a todas essas entidades e espaços. À semelhança de Lorraine Daston e de outros pensadores, prosseguimos, neste livro, o sonho da busca de uma "linguagem perfeita, em que palavras e mundo se incorporam". Esta "linguagem perfeita" reconhece a existência do múltiplo, neste caso do multilinguismo que nos permite incorporar palavras e mundo. Nos ensaios deste livro, com origens disciplinares diversas, podemos contactar com uma forma de multilinguismo que sonha enriquecer a nossa relação com o mundo.