Para que Deus possa ser conhecido
pelo homem na verdade,
deve Ele próprio deixar-Se conhecer
pela razão humana.
A mente humana é capaz
não só de procurar a verdade sobre Deus
através do mundo criado,
mas também de escutar a voz de Deus
para além da voz das criaturas.»
O habitualmente designado Discurso no Areópago corresponde à passagem dos Atos dos Apóstolos (At 17,16-34) em que São Paulo proclama a verdade sobre Cristo, a sua Ressurreição dos mortos e a sua Ascensão ao Céu.
O então arcebispo de Cracóvia Karol Wojtyla, futuro Papa João Paulo II, pegou nesse discurso histórico de São Paulo e fez dele o ponto de partida de um ciclo de 13 catequeses. Não sabemos a quem se dirigiam estas catequeses, se e quando foram pronunciadas, nem sequer se alguma vez foram tornadas públicas.
O facto é que se conservaram sob a forma de um manuscrito constituído por 39 folhas escritas de ambos os lados a tinta negra, com emendas.
É a totalidade desse texto traduzido do original polaco que a Lucerna disponibiliza agora aos seus leitores, na esperança de que, como diz o cardeal Stanislaw Dziwisz, «estas meditações possam chegar a um vasto leque de leitores e ajudem muitos a aproximar-se do mistério de Deus que São Paulo pregou na Grécia e que João Paulo II - seguindo os seus passos - levou a quase todas as partes do mundo».