Infeliz ao amor, João Manilha agarra os horrores da guerra do ultramar como meio de se manter vivo. Faz serviço em Angola, primeiro, e depois, em Moçambique. Participa nos massacres mais hediondos e essas memórias nunca mais hão-de largá-lo. E, um dia, a guerra termina. Tem de voltar à vida civil… tentar adaptar-se, mas as armas, as explosões, o sangue… teimam em continuar vivos na sua cabeça. Reencontra o seu antigo amor. E outros amores. Mas o trauma da guerra parece não querer dar-lhe descanso…