Nunes da Rocha é desde sempre uma aposta nossa. De facto, temos para nós que o autor de Cancioneiro da Trafaria (título anterior a este Cova Funda) cruza como ninguém o surreal-abjeccionismo que a hora portuguesa justifica (na Trafaria como na Porcalhota) com aqueles elementos pícaros da grande tradição das cantigas de escárnio & maldizer. Depois de Cesariny e de O’Neill, não conhecemos melhor. E apostamos.