Estamos numa época em que a Arquitetura e as nossas cidades constituem desafios cada vez mais importantes, num mundo em que a sustentabilidade introduz mudanças de paradigmas nas questões fundamentais da investigação. O crescimento da economia com base no consumo de combustíveis fósseis, que produzem gases de efeito de estufa, aquecimento global e mudanças climáticas tem levado ao desequilíbrio entre o crescimento económico, a proteção do ambiente e a qualidade de vida das pessoas.
Estes factos, que geram mudanças na nossa sociedade e na própria formação dos arquitetos e de outros atares, colocam à investigação desafios que até agora não se consideravam primordiais, face ao continuado consumo, sem critério, de recursos naturais, à produção excessiva de resíduos e ao aumento demográfico crescente no planeta.
Situação que se agrava com a tendência da concentração das populações nas grandes cidades, saturadas e poluentes e à necessidade da reabilitação do património construído, no sentido da sua utilização pelas gerações futuras.
A necessidade de articulação da gestão dos recursos naturais face ao desenvolvimento das atividades humanas, numa perspetiva de sustentabilidade das sociedades, leva a que se desenvolvam novas temáticas de investigação em que o Ambiente e o Homem sejam referenciais de observação.