«Era impossível não gostar de Manuel Vaz de Carvalho. Mente brilhante, de uma lógica contundente e esclarecida, surpreendia pela originalidade da sua forma de expressão, pela agudeza dos seus comentários e pela subtileza das suas graças - bem patentes nestes contos. Com uma presença contagiante, a ponto de diluir a noção do tempo, eram inesquecíveis as tertúlias à sua volta, sempre enriquecidas por um bom vinho e um bom presunto. Acompanhei-o na caça, nos torneios aos pratos, na advocacia, nos passeios sem destino, sempre na ânsia de tornar interminável cada um desses momentos. Muitos deles inspiraram a minha paixão pela fotografia. Ficará sempre comigo a memória desses tempos e estou certo, há-de também perdurar no universo daqueles que o conheceram e puderam usufruir do seu convívio.»
Eduardo P. Saraiva