Existia Istambul? interroga-se um dos personagens. O leitor, porém, neste ponto do livro, sabe já que o mundo tem compartimentos secretos, que alguns pensamentos ganham voz, ou que nada é tão real como os nossos próprios sonhos.
Ao longo das histórias que compõem este volume, uma menina entra num convento com um baú e um vestido de noiva; uma jovem executiva assiste impotente às enigmáticas aparições de uma mulher vestida de verde; alguém perde subitamente a memória, numa manhã qualquer, num velho café; uma série de imprevistos distorcem a relação de um casal de turistas numa Istambul invernosa, envolta em brumas.
Uma atmosfera muito especial plana sobre nós, contaminando-nos pouco a pouco, seduzindo-nos, arrebatando-nos, desde a primeira até à última linha.