Neste seu quarto livro de poesia Gustavo Brandão Nascimento propõe-nos uma viagem ao início do ser. Fomos casulo, crisálida e metamorfose (esta última, entendo-a, no contexto da obra, como a mudança de forma para além e apesar de si mesmo). Ou se não fomos, devíamos ter sido. Deveria estar inscrito nos textos constitucionais o direito a passar pelo recolhimento de quem está a formar ossos, órgãos e a pele que tudo cobre, transformar-se depois numa criatura intermédia, com todos os anseios próprios das fases médias, até que nos abrimos para o mundo e, titulares de um self, o contemplamos e nele actuamos.