Com "Chourmo" estamos de novo em Marselha e nos seus bairros periféricos, estamos agora no larvar fanatismo muçulmano numa cidade francesa bem actual, entre os percursos do racismo e da violência. Estamos de novo porque lembramos Total Khéops e a sua veemência, e as suas figuras. De novo encontramos Fabio Montale, Gélou, Honorine, Fonfon, Loubet... numa história dramática e sufocante.
Jean-Claude Izzo conseguiu criar um mundo credível, mesmo até verdadeiro, num ritmo muito peculiar. E com Total Khéops (n.º 188) mais este Chourmo e o livro que se seguirá, Solea, ergueu uma trilogia original que teve, e tem, um enorme êxito em França. Trilogia porque cada livro acrescenta o anterior e tudo se desenrola fatalmente. Mas trilogia composta de livros que se podem, e devem, ler isoladamente e com inegável gosto. Portanto, não perca este Chourmo e o seu horror.