Duas comédias populares de um autor que tentou ouvir a fala das pequenas gentes. Duas obras primas.
Casimiro e Carolina
Casimiro e Carolina amam-se verdadeiramente, e a sua ruptura permanecerá neles como uma dilaceração. A força desta peça tem muito a ver com a sinceridade deste amor que se desmorona. Com a sinceridade de todas as personagens. Como Carolina, todos eles sonham. Fugir, escapar à angústia, àqueles perigos imprecisos de que sentem a ameaça. Tudo o que encontram para fazer é barafustar sem saber bem porquê, é mergulhar juntos na festa, beber.
Histórias do Bosque de Viena é uma das peças mais famosas do autor. Escrita segundo a tradição do teatro popular de Viena, a peça subverte o género, para formular uma crítica mordaz à comunidade burguesa intolerante, egoísta e mesquinha, num tempo de profunda crise económica e desemprego generalizado. Tendo como pano de fundo o som das valsas de Strauss, o autor conta a história de Mariana, uma jovem rapariga ingénua, que quebra o noivado com o talhante Óscar, depois de se ter apaixonado por Alfredo, um jogador e parasita sem vontade própria, que tem uma relação com Valéria, dona da tabacaria que fica na mesma rua. Nesta peça, encontramos os grandes temas do teatro de Horváth: o amor, a morte e o dinheiro.