A casa, como lugar do "habitar", constitui para os arquitectos, desde sempre, o espaço privilegiado da investigação e da experimentação - uma investigação e experimentação que abrange o mundo da economia e da cultura tecnológica, quer no âmbito dos processos de produção quer na inevitável dinâmica da evolução da sociedade.
Muitas vezes, a dimensão económica - dependente da lógica do mercado - atrasa e bloqueia a qualidade do habitat e os seus possíveis processos evolutivos.
Ora, uma casa contemporânea deve ser necessariamente "inteligente", porque deve ser bela, funcional, confortável, lógica e capaz de conter os custos de gestão e manutenção. Tem de ser capaz de dar resposta, mesmo à distância, às exigências de segurança, de intimidade e de conforto.
O protótipo de casa inteligente, inaugurado no decurso da Concreta 2002, na Exponor, pretende justamente responder com eficiência a todas estas questões do "habitar". E este livro conta a história da ideia, do projecto e da realização do protótipo.