Maria Elisa Pinheiro escreve. Escreve CARTAS.
Gosta de escrever cartas. E brinda-nos com elas.
Com elas se nos dá. Se reparte e revela. Partilhando o seu tempo. Ternura. Alegria. Indomável coragem. E bastante optimismo.
Cartas que se lêem. Se relêem. Se guardam. Se retomam, depois. Em momentos alegres. Em momentos mais tristes.
Procurando algum ânimo em quem, também sofrendo, o soube descobrir.
Cartas que nunca fogem. Não se evolam. Não voam. Não se reduzem nunca à rapidez volátil de um breve telefonema. Que ainda agora chegou e já mal evocámos, nos seus termos precisos. Porque se nos varreu. Como uma aragem rápida...
A autora escreve cartas.
Numa linguagem simples. Acessível. Correcta. Plena de vida. E sã. Eivada aqui e ali de finíssimo humor. De ironia incisiva. Algumas vezes cáustica, mas mesmo assim discreta. E jamais ofensiva.
A autora escreve cartas.
Que vêm do Passado. Entroncam no Presente. Apontam suavemente caminhos para o Futuro. Os certos. Imutáveis.
Os de todos os tempos.
Para isso as escreve.
Inquietando. Inquietando-nos... Convidando a pensar...