«Como é bom voar... ao sabor do desejo! E da aventura. Lembro-me de quando tinha pesadelos, monstros a atacar-me.
Foi outrora, no tempo dos medos; antes de ouvir estórias de encantar. Então, o meu corpo fugia, assustado com o mundo.
Agora, é livre, voa; não me pesa. Sou um homem que sonha andar pelos ares, e outras coisas boas. Posso sonhar porque alguém sonhou por mim e para mim.» António Coimbra de Matos, in «Prefácio»