Desenhar novos mapas de esperança. O dia 28 de outubro de 2025 assinala o 60.º aniversário da Declaração Conciliar Gravissimum Educationis sobre a extrema importância e atualidade da educação na vida do ser humano. Com este texto, o Concílio Vaticano II lembrou à Igreja que a educação não é uma atividade acessória, mas constitui a própria textura da evangelização: é o modo concreto de o Evangelho se tornar gesto educativo, relação, cultura. Hoje, em face das rápidas mudanças e incertezas que desorientam, esta herança mostra uma surpreendente solidez.
Onde as comunidades educativas se deixam guiar pela palavra de Cristo, não recuam, antes se reavivam; não levantam muros, mas constroem pontes. Reagem com criatividade, abrindo novas possibilidades para a transmissão do conhecimento e do sentido na escola, na universidade, na formação profissional e cívica, na pastoral escolar e na juventude, e na investigação, porque o Evangelho não envelhece, mas faz «novas todas as coisas» (Ap 21,5). Cada geração escuta o Evangelho como novidade que regenera. Cada geração é responsável pelo Evangelho e pela descoberta do seu poder seminal e multiplicador.