Desde os primeiros livros de história sobre o Brasil, Carlota Joaquina é retratada como uma mulher vulgar, ambiciosa, perversa, inculta, ninfomaníaca, enfim, transgressora de todas as normas morais e éticas inerentes às mulheres da nobreza de seu tempo e essa foi a imagem que se fixou ao longo dos anos no imaginário popular. Baseada nesta 'lenda negra' construída sobre a personagem, a historiadora Francisca Azevedo procura neste livro reconstruir sua vida e trajetória. Mais do que uma biografia, 'Carlota Joaquina na corte do Brasil' foi concebido com o esforço de expor a vida da princesa, tornando-a uma 'porta-voz' de sua história, tentando reconstruir seu perfil a fim de obter elementos para melhor entender sua trajetória pessoal e política e, ao mesmo tempo, perceber a visão de sociedade e de mundo na qual ela estava inserida.