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Agostinho Lopes eterniza, num íntimo contraste, os mais profundos sentimentos da vida: amizade, dor, compaixão, dúvida, solidão, alegria, tristeza, ciúme, paixão, amor, amor e amor. Interliga a vida com o mar, o céu, o sol e o luar. A arte de sonhar de Agostinho Lopes somada à sua natural habilidade de jogar com as palavras consegue enlevar-nos a tal ponto que quase nos sentimos convidados a entrar na sua alma como reais protagonistas. Activando o nosso ser sensorial obriga os sentidos, emoções e sentimentos a aflorar a nossa pele. Sentimos no ar o cheiro, o calor, a euforia, o medo, e sem parecer redundante o amor, o amor e o amor. A cena é viva e parece mesmo real. Tendo eu cruzado e convivido com o meio artístico e cultural em mais de cinquenta países, percebi e considero que toda esta obra é única, mas existem aquelas que são mais únicas, e este livro é digno desse epíteto.
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Do prefácio de Renato Freire