"A arquitetura não nasce sedentária, mas sim nômade." — Francesco Careri
Este livro - que vem na sequência de um primeiro manifesto-pesquisa, Walkscapes - O caminhar como prática estética (2002), e uma coleção de artigos, Caminhar e parar (2006) - é um relato autobiográfico de momentos e situações, às vezes verdadeiras epifanias, que me revelaram algumas relações importantes entre o nomadismo, a arquitetura e a hospitalidade.
Mas também é uma proposta para a refundação hospitaleira das nossas cidades, para construir sobre as ruínas do contemporâneo lugares concretos destinados a pessoas reais, lugares de passeio e de encontro para pessoas diversas, lugares de recreação e contação de histórias, de intercâmbio entre anfitriões e hóspedes, como nas hospedarias e pousadas de caravanas de outras épocas.