«Como acontece com o personagem do livro de Yourcenar, a busca do jovem alquimista pela fórmula científica e artística, é também um percurso pelo passado e pelo herdado. Antes, a história e a memória colectiva contavam-se através dos edifícios belos e grandes como, por exemplo, palácios e catedrais que, respectivamente simbolizavam ou aspiravam a entidades ausentes. José Carlos, apesar de estar atento a esta cronologia e iconografia pública, resolve cumulativamente a exigência da representatividade e da utilidade do equipamento colectivo. Contrariamente ao que ocorreu no passado, a obra servirá futuramente de modelo ao profano
João Rapagão