Como é sabido, cada uma destas estrelas precisa do seu próprio ambiente para viver e, depois da estranheza inicial todos se mobilizam para ajudar a estrela do céu a recuperar o seu lugar no firmamento. Será que conseguem? A situação é dramática, de vida ou morte. Da estranheza inicial surge uma solidariedade insuspeitada e os leitores são convidados a acompanharem, em suspense, o desenrolar da narrativa. Ao longo desta — e porque afinal o universo dos seres marítimos não é assim tão diferente do mundo dos humanos — estão em jogo formas de vida comunitária, com a sua ordem, o seu imaginário, os seus medos e as suas ousadias. Mas, nesta história, são os laços de solidariedade aqueles que se revelam como mais fortes. E, independentemente da estrelinha do céu, caída no mar, se salvar ou não, o que se retém da acção é a maneira como os afectos se podem transformar em gestos de solidariedade.