A Saúde tem, como é sabido, um campo vasto de responsabilidades. Daí a importância do quadro multilateral. As doenças não conhecem fronteiras; os contágios processam-se com rapidez, não distinguindo
os que são afectados quer por vírus, quer por bactérias, quer por outra forma qualquer de transmissão.
Por outro lado, as próprias variações do clima induzem graus diversos de susceptibilidade a velhas e novas moléstias. Trata-se de um novo campo da Saúde Pública: as relações internacionais. Não é difícil adivinhar o peso crescente que ele irá adquirir, tanto no conhecimento das doenças transmissíveis, como na formulação dos modos de as tratar. Como, ainda, nas responsabilidades crescentes das instâncias internacionais.
Assistiremos, no futuro próximo, ao peso cada vez maior deste sector. A sua leitura não é só interessante. Revela-se, também muito útil.