Laurinda, uma estranha e inquietante mulher-a-dias, com um modo de pensar e estar muito seus, é o elo de ligação entre elementos aparentemente tão díspares como uma dona de casa, boa esposa e melhor mãe, péssima cozinheira e com tendência para sofrer de angústia e enfado; um jovem de ar apático que gosta de haxixe; um homossexual culto e com alguma veia poética à procura da relação perfeita; uma artesã suiça, expatriada e solitária; uma quarentona sensual e obcecada pelo medo de envelhecer. Pelo meio muita superstição, espíritos e espiritismo, alguma bruxaria, um quadro de Courbet e reflexões sobre o mundo, Deus e o Diabo.