Nesta deliciosa e sinistra sequela, Updike consegue apreender os sentimentos
das mulheres sobre os seus corpos e as suas vidas sexuais, e as suas reflexões
sobre a cultura e a desarmonia social são, como habitualmente, brilhantes.
Mais de três décadas passaram desde os acontecimentos narrados em As Bruxas de
Eastwick. As três divorciadas - Alexandra, Jane e Sukie - deixaram a cidade, casaram-se de novo e ficaram viúvas. Lidam com a dor e com a solidão como todas as viúvas:
viajam pelo mundo, para terras exóticas como o Canadá, o Egipto e a China, e renovam
a sua antiga amizade. Então, um Verão, motivadas pelo avançar da idade, pela solidão,
pela culpa latente e por assuntos por resolver, as antigas Bruxas de Eastwick decidem
regressar à velha cidade litoral de Rhode Island, onde outrora se entregaram a
brincadeiras malévolas. Eastwick ainda possui o seu encanto, mas traz-lhes também
recordações, e há ainda quem se recorde delas e lhes queira mal.