Posso um…? No dia em que o Vasco fez desaparecer um verbo de ação, a mãe não esteve com meias-medidas e toca de o procurar em todos os cantos da casa. Mas, por mais móveis que desarredasse e por mais que o chamasse, o verbo nem vê-lo. A situação só piorou quando adjetivos, nomes e pronomes seguiram o mesmo caminho, fosse lá ele qual fosse, deixando o Vasco a tropeçar no silêncio.
Será que, em vez de as fazer desaparecer, o Vasco estava a guardar as palavras? E, se sim, para quem?
Uma história doce e comovente sobre a importância das palavras, num mundo que insiste mais e mais na simplificação.