Estas mulheres troianas da Síria evidenciam o poder transformador do teatro ao utilizarem a tragédia grega como veículo de responsabilização colectiva e reflexão, construindo, assim, uma ponte entre tragédia e democracia através da recuperação do vínculo entre o teatro e os valores democráticos, tal como na Grécia Antiga.
(...) é como se assistíssemos a uma sequela da tragédia As Troianas, de Eurípides, depois de as mulheres terem embarcado nos barcos dos gregos e chegado aos respectivos destinos, relatando agora o sofrimento que as levou até ali. O futuro das mulheres troianas é já o presente das mulheres sírias.