Este livro é um convite ao pecado, enquanto meio caminho para a montanha derradeira do Ser e a pacificação eternizada, e, pelo seu "sopro" luciferino, também os seus conteúdos não poderiam respeitar as conveniências formais. Daí que se apresentam o "ensaio poemático" e o "fragmento aforístico" enquanto estradas preferenciais, já bem familiares ao estilo do autor, para viandar quixotescamente por entre os pólos da filosofia espiritual, o ocultismo esotérico e o pensamento de Nietzsche, para não olvidar a ciência fáustica, a literatura dantesca, a simbologia romântica, a psicanálise freudiana e a arte do surreal.