Tal como a historiografia, da qual constitui um ramo, a cronologia está dentro da história. O nosso século, nos seus primórdios, reverenciou-a exageradamente; nos seus meados, com a «nova história», desprezou-a injustamente; hoje, já perto do fim, reabilitou-a legitimamente.
Ao invés dos requisitórios de alguns, a cronologia não é um saber bruto para espíritos embrutecidos. Já se vê que nem tudo o que precede é causa de tudo o que se segue. Há no entanto sucessões ou sincronismos que estimulam a reflexão. Eis por que a composição desta obra se mantém tradicional. Cerca de três mil acontecimentos são aqui situados, evocados, rapidamente explicitados.
Acontecimentos surgidos nos quatro cantos de um mundo unido por solidariedade cada vez mais estreitas e constrangedoras. Conforme se apresenta, esta série não é apenas instrumento de saber. Ela pode sê-lo, também, de reflexão.