As Farsas dos Moços de Capela traz a ficção para a História, num período caracterizado pela forte ligação do rei Dom João III com a Igreja católica e a Europa, passando pela confrontação dos dogmas do catolicismo. Época em que os mosteiros femininos em Portugal recebiam denúncias frequentes de promiscuidade e falsa prática religiosa, e o monarca fomentava ideias de acabar com aquelas instituições.
Nesse cenário, a Inquisição avançava na Península Ibérica e, num encontro de interesses da Igreja e da Corte, El-rei e o seu conselheiro, o Bispo de Coimbra, criam um estratagema no qual dois jovens sacristães, os moços de capela Lucas e Augusto, são manipulados num jogo de intrigas, envolvendo o seu padrinho, o padre franciscano Dom Inácio de Avelar.
Numa dupla narrativa, a trama é desenvolvida pelo autor, mesclando passagens cruéis com passagens líricas de intensa emoção vividas pelos personagens centrais.