Este livro contém artigos de opinião publicados pelo autor, de 2002 a 2022, fruto de uma reflexão permanente sobre alguns temas e áreas médicas, donde sobressai a sua vasta e diversificada experiência. «[…] No nadir de uma vida profissional cheia, esta publicação não é uma necessidade de exercício de afirmação pessoal ou de encapotada vaidade. Representa tão só a vontade de deixar compiladas as diversas reflexões que genuinamente me foram preocupando ao longo de décadas de exercício profissional dedicado ao Serviço Público e ao SNS. Os temas tratados, como o leitor comprovará são maioritariamente respeitantes a áreas relacionadas com a minha intervenção operativa como a Medicina de Emergência ou a Medicina Intensiva, uma paixão, e a doação de órgãos, uma vivida preocupação solidária, sentida para além do dever profissional.»
João Paulo G. Almeida e Sousa, in Nota explicativa
«Este conjunto de Artigos Soltos são a exteriorização das inquietações que ao longo de uma vida profissional foram povoando a mente do autor. Estas inquietações foram também acompanhadas de um visível desejo de contribuir para a solução dos problemas com que profissionalmente se confrontou durante anos. Esta compilação de textos são olhares críticos, em tempos diferentes, sobre a medicina e a organização da sua prestação, sobre aspetos relevantes da tecnologia que está ao dispor dos serviços de saúde, mas não esquecendo que esta é uma matéria em que não há certezas absolutas e mantêm-se muitos dilemas para resolver.
[…] As funções que desempenhou na Ordem dos foram determinantes na criação da Competência em Emergência Médica, mas também na regulamentação da subespecialidade de Medicina Intensiva. Para além destes aspetos mais ligados à Emergência, o cidadão médico sempre se preocupou com a importância e o papel determinante das Carreiras Médicas na qualidade dos cuidados dispensados pelo SNS. […] Os últimos artigos desta coletânea são referentes á sua experiência como Intensivista na área dos transplantes e doação de órgãos em Coimbra e enriquecida com a estadia á frente do Instituto Português do Sangue e Transplantação. Esta vivência permitiu-lhe sentir-se orgulhoso do trabalho que se faz em Portugal em prol das pessoas necessitadas de transplantes de órgãos, sendo o êxito alcançado não só produto do trabalho dos profissionais mas também da bondade de um vasto leque de dadores, sem os quais nada se conseguiria. […]».
A. Reis Marques, in Prefácio